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Publicada nova Portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre produtos químicos controlados pela Polícia Federal

No dia 24 de outubro de 2022 foi publicada a Portaria MJSP nº 204, que estabelece procedimentos para o controle e a fiscalização de produtos químicos sujeitos a controle pela Polícia Federal. Esse documento revoga a Portaria MJSP nº 240 de 2019. 

As principais mudanças na legislação são as seguintes:

  • inclusão dos conceitos de compra, ganho, importação, exportação ou reexportação de produtos controlados;
  • redefinições dos conceitos de resíduos não controlados e de perda de produtos controlados;
  • expressão da concentração do produto em números inteiros; 
  • dispensa de aplicação dos critérios de rotulagem para os produtos da lista VII (produtos controlados quando se tratar de exportação ou reexportação para Bolívia, Colômbia e Peru); 
  • estabelecimento dos critérios para inclusão da atividade de compra de produtos químicos cadastrados na licença;
  • alteração nos critérios de isenções;
  • descrição mais completa dos procedimentos relativos aos Processos Administrativos de Infração (PAI);
  • alteração do valor de concentração mínima a partir do qual o produto passa a ser controlado;
  • inserção de 5 produtos na lista I (produtos químicos precursores de drogas): 3,4-MDP-2-P metil glicidato (PMK Glicidato), 3,4-MDP-2-P metil ácido glicídico (PMK ácido glicídico), alfa-fenilacetoacetonitrilo (APAAN), alfa-fenilacetoacetamida (APAA) e metil alfa-fenilacetoacetato (MAPA);
  • transposição do tetrahidrofurano (THF) da lista II para a lista VII;
  • transposição do carbonato de potássio e do hidróxido de potássio da lista V para a lista VII; e
  • exclusão do iodo da lista de produtos controlados.

Nota-se ainda que o produto com o código 063 não está descrito, entretanto, há referência sobre o ácido sulfúrico nos adendos. Então, acredita-se que haverá retificação/correção da Portaria, com a descrição do produto 063.

A nova portaria pode ser acessada no endereço:

https://in.gov.br/web/dou/-/portaria-mjsp-n-204-de-21-de-outubro-de-2022-438279876

Se você tem dúvidas sobre produtos controlados ou sobre as mudanças recentes, entre em contato com o Escritório de Produtos Controlados pelo telefone 3521-8070 ou pelo e-mail control@unicamp.br.

Obra do Centro de Estudos de Línguas (CEL), gerida pela DEPI, avança para fase de acabamentos

O Centro de Ensino de Línguas (CEL) órgão responsável por ministrar as disciplinas de línguas da Universidade. Vinculado administrativamente à Pró-Reitoria de Graduação e academicamente ao Departamento de Linguística Aplicada (DLA) do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) receberá em breve novo edifício.

A obra encontra-se na fase de acabamentos: instalação de pisos, azulejos, infraestrutura elétrica, esquadrias, divisórias sanitárias, louças e metais.

O valor total da obra é de R$ 1.940.254,67, estando no mês 09/2022 com uma evolução físico-financeira de 37,57%.

No âmbito da extensão universitária, o CEL atende a comunidade interna e externa da Unicamp oferecendo eventos e cursos de línguas através da Extecamp – Escola de Extensão da Unicamp. E ainda, oferece exames de proficiência em língua estrangeira para alguns programas de pós-graduação desta universidade: Exame de Proficiência em Leitura em Língua Estrangeira (alemão, espanhol, francês, inglês e italiano) e Exame de Proficiência em 4 Habilidades (inglês e francês).

Para saber mais sobre o CEL, acesse o site http://www.cel.unicamp.br/

DEPI marca presença no ENEAC 2022 com apresentação do projeto dos Núcleos de Acessibilidade

Projeto que é objeto de artigo científico que acaba de ser apresentado no XI ENEAC 2022, que aconteceu em Santa Maria-RS, apresenta os Núcleos de Acessibilidade como solução adotada pela universidade para tornar acessível a tipologia de edifícios conhecida como “Pinotinho”.

Equipe UNICAMP no ENEAC 2022

São aproximadamente 80 prédios construídos nas décadas de 1980 e 90 nos campi da Unicamp, que não atendem às condições mínimas de acessibilidade, constituindo um problema crônico para a Universidade.
Hoje, o projeto dos Núcleos de Acessibilidade é um dos projetos de maior relevância da Área de Planejamento “Mobilidade e Acessibilidade” do Plano Diretor Integrado – 2021-2030 da Unicamp.
Dois Núcleos de Acessibilidade já foram executados – na FEF e no prédio do CONSU e outros 14 estão em vias de iniciar a obra.

Este projeto foi concebido pela Arquiteta Dra.Flávia Brito Garboggini, hoje atuando na Coordenadoria de Gestão de Empreendimentos da DEPI e teve a coordenação do seu desenvolvimento a cargo da Arquiteta MsC Edilene Teresinha Donadon, que hoje atua na Prefeitura do Campus.

Apresentação do projeto por Dra.Flávia Brito Garboggini – DEPI

O Projeto do Núcleo de Acessibilidade também já foi tema de outros trabalhos científicos apresentados pelas duas arquitetas em outros eventos tais como: “54th World Congress – Building Communities for the Cities of the Future” em Porto Alegre e SIMTEC- Unicamp.

Para conferir o artigo, acesse o link:

https://drive.google.com/file/d/1u5j67wqvZR4ajiooFG6tCUs22Oj0ZnZn/view

Em mesa organizada por GEARE e PC, Desafios da sustentabilidade são debatidos.

No último dia 7, a Unicamp recebeu a visita do coronel Marcelo Ryu, da 11ª Brigada de Infantaria Mecanizada de Campinas, do delegado Edson Geraldo de Souza, chefe da Polícia Federal de Campinas e da engenheira florestal da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), Celina Rubiano da Silva. Eles estiveram presentes no Fórum Permanente Especial: Desafios da Sustentabilidade.

Os convidados participaram da mesa organizada pelo Escritório de Produtos Controlados e pela Coordenadoria de Gestão Ambiental e de Resíduos (GEARE), ambos localizados na Diretoria Executiva de Planejamento Integrado (DEPI). O tema em discussão, mediado pela  coordenadora da GEARE, Regina Clélia da Costa Mesquita Micaroni, foi a Política Nacional do Meio Ambiente: Legislação, Controle e Fiscalização.

Confira as apresentações e discussões dessa mesa pelos vídeos:

DEPI e Educorp realizam formação de servidores para a elaboração do Plano de Gestão de Resíduos Local

A Coordenadoria de Gestão Ambiental e de Resíduos – GEARE, ligada à Diretoria Executiva de Planejamento Integrado – DEPI, em parceria com a Escola de Educação Corporativa da Unicamp – EDUCORP, finalizou neste mês o ciclo de cursos para elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Local – PGRL, para 39 unidades e órgãos geradores de resíduos perigosos, conforme notícia https://www.depi.unicamp.br/depi-geare-realiza-o-2o-edicao-do-curso-online-para-os-facilitadores/

A primeira turma iniciou o curso em outubro de 2020, e foram abrangidas todas as unidades da área da saúde. A segunda e terceira turmas, iniciaram em abril e novembro de 2021, respectivamente. Todas as aulas foram realizadas de forma virtual e síncrona, com carga horária de 10 horas para aulas teóricas, 2 horas de assessoria para cada unidade participante e posterior apresentação dos planos, com carga horária de 8 horas para as apresentações.

Participaram do curso, os responsáveis pelo gerenciamento de resíduos perigosos, indicados por cada unidade ou órgão, os facilitadores e pessoas da comissão ligadas à área. Totalizaram 140 pessoas das seguintes unidades e órgãos: CAISM, CBMEG, CCSNano, CEB, CECOM, CEMEQ, CEMIB, CEPETRO, COTIL, COTUCA, CPQBA, DEPI, DGA, DMA, FCA, FCM, FE, FEA, FEAGRI, FEC, FEEC, FEF, FEM, FEnF, FEQ, FOP, FT, FUNCAMP, Gastrocentro, HC, Hemocentro, IA, IB, IC, IFGW, IG, LACTAD, Prefeitura da Unicamp, SAR.

Das 39 unidades ou órgãos participantes, 35 apresentaram o Plano de Gestão de Resíduos Local. As unidades entregaram seus planos como trabalho de conclusão das atividades.
A próxima etapa será a realização de visitas a algumas unidades ou órgãos, para avaliação das implantações e implementações propostas nos planos.
É premente que haja ações educativas socioambientais de capilaridade em cada unidade ou órgão para execução do PGRL, em busca de uma universidade mais sustentável.

Print Screen de uma aula durante o ciclo de cursos.

Agradecemos a EDUCORP pela parceria e a GEARE pela coordenação e execução dos servidores Maria Gineusa de Medeiros e Souza, Amanda Roberta de Almeida e Washington Roberto Rodrigues da Silva . 

Eficiência energética no GMU completa dois anos e é exemplo de sucesso na UNICAMP através do Campus Sustentável

No dia 11 de abril de 2019, a Unicamp inaugurou no Ginásio Multidisciplinar a 1ª fase do Projeto Campus Sustentável, contribuindo para a redução dos gastos com energia elétrica no campus de Barão Geraldo. O Ginásio esteve entre os primeiros prédios da Universidade a instalar uma usina de energia solar, fundamentada no sistema fotovoltaico, no qual a radiação solar é captada por painéis fotovoltaicos e convertida em energia elétrica.

Lâmpadas de LED na Quadra Poliesportiva

A eficiência energética é obtida através da aplicação de novas tecnologias, que envolve desde a instalação de painéis fotovoltaicos, no telhado do Ginásio, a instalação do equipamento inversor, para a conversão da energia solar em elétrica, até a troca de equipamentos da ponta da cadeia, como as lâmpadas fluorescentes pelas de LED.

O Projeto Campus Sustentável resultou da parceria entre a Unicamp e a CPFL Energia, do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento e do Programa de Eficiência Energética da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Iniciado em janeiro de 2018, a meta estipulou economizar R$ 1 milhão/ano ao fim do projeto e ser um modelo de eficiência energética sustentável a ser replicado em outras instituições de ensino superior do Brasil. A proposta é obter uma economia gradativa no consumo e nos gastos com eletricidade do campus, e dos demais campi da Unicamp.

Equipamento de energia fotovoltaica

A CTGE elaborou uma versão do Plano de Desenvolvimento do Sistema de Gestão da Energia, que foi provada pela Comissão de Planejamento Estratégico Institucional da Unicamp, em abril de 2020.

Este Plano faz parte das metas do Projeto Campus Sustentável. O objetivo é ser referência no modelo de gestão e eficiência energética para as instituições de ensino superior do Brasil e da América Latina.

Pode-se concluir que este Projeto contribuiu para que a Unicamp fosse eleita uma das Universidades mais sustentáveis do Brasil. No ano de 2019 a Universidade se classificou em 4º lugar no ranking nacional do GreenMetric World University Ranking. Esta classificação é feita utilizando os indicadores de sustentabilidade, em seis categorias: paisagem e infraestrutura; energia e mudança climática; resíduos; água; transporte; ensino e pesquisa.
Em 2020, a Unicamp ficou em 100º lugar na escala mundial e em 2021 atingiu a 3ª colocação no ranking nacional do GreenMetric World University Ranking.

Em entrevista, por texto, o Prof. Dr. Luiz Carlos Pereira da Silva relata alguns aspectos dos resultados do projeto implementado no Ginásio Multidisciplinar da Unicamp, dentro destes dois anos:

Prof. Luiz Carlos da Silva, coordenador do programa Campus Sustentável da UNICAMP.

A “conta de luz do GMU” é negativa, ou seja, está sobrando energia ao final do mês… algo em torno de 30 mil kWh por mês. A energia gerada no telhado do GMU é suficiente para o uso próprio, para abastecer totalmente o CDC, e ainda gera um excedente de 30.000 kWh por mês, em média, que se distribui pela rede elétrica na vizinhança do GMU, fornecendo energia em alguns momentos para a BORA, BC e FEF.

Medidores inteligentes instalados no sistema de monitoramento do consumo da UNICAMP, mostram que a energia do GMU chega a atingir o RU, principalmente no período do meio dia. Desde a inauguração da usina observou-se a geração total de 1.435,96 MWh, gerando economia de quase 700 mil Reais para a Universidade.
Interessante também destacar que em todo o período não foi necessário fazer qualquer intervenção em termos de manutenção ou mesmo limpeza do sistema. A experiência com o projeto do GMU demonstra que a universidade deve continuar os esforços para aumentar seu parque de geração fotovoltaica, pois se trata de uma energia limpa, econômica e com baixa necessidade de manutenção. De fato, projetos em andamento irão quadruplicar a geração fotovoltaica dentro do campus, já atingindo 5% do consumo anual da universidade.

Fontes:
Notícias publicadas no site do Campus Sustentável Unicamp:
https://www.campus-sustentavel.unicamp.br/

Texto e fotos por:
Anaisa – Equipe GMU

Divulgação:
Rafael Vianna – Comunicação DEPI

UNICAMP e Eletrobras realizam projeto de Iluminação Pública para cidades inteligentes

Iniciativa, que visa a eficientização da iluminação do campus principal da universidade, funcionará como modelo para ser implementado em municípios do país.

A Eletrobras, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), firmou um convênio com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para a implementação de um projeto de eficiência energética em iluminação pública no campus Barão Geraldo da instituição de ensino superior. A iniciativa contempla a substituição das luminárias convencionais pela iluminação de LED e a instalação de um sistema de telegestão inteligente. A ação prevê ainda a elaboração de estudos e pesquisas sobre políticas públicas e tecnologias para Iluminação Pública. Dessa forma, além dos benefícios diretos para a comunidade acadêmica da instituição, a cooperação entre Procel e Unicamp objetiva o desenvolvimento de um modelo para a modernização de parques de iluminação pública municipais que possa contribuir para apoiar a disseminação do conceito de cidades inteligentes no país.

“O parque de iluminação pública das cidades vem assumindo um papel estratégico como principal infraestrutura para implementação do conceito de cidades inteligentes. Levando-se em consideração a sua capilaridade e a disponibilidade da iluminação pública nas cidades, novas possibilidades se abriram em termos de conectividade, monitoramento e aquisição de dados, por meio da implementação das luminárias LED, integradas por meio de um sistema de telegestão. Tendo em vista esse potencial, o projeto visa implementar ações de eficiência energética associadas à pesquisa e desenvolvimento, com base na substituição das luminárias públicas convencionais do parque de iluminação pública da universidade por luminárias LED, assim como dos comandos individualizados convencionais de acionamento (liga e desliga), por um sistema de telegestão inteligente”, contextualiza o analista da Eletrobras / Procel, Daniel Delgado Bouts.

Selo do Procel, de reconhecimento nacional.

Aprovado no 3º Plano de Aplicação de Recursos do Procel (PAR Procel 2020/2021), o projeto de retrofit contempla a iluminação do campus Barão Geraldo, em Campinas, no interior de São Paulo, por onde circulam de 30 a 50 mil pessoas por dia. A ação conta com um investimento total de, aproximadamente, R$ 6.046.350,89, sendo o recurso disponibilizado pela Eletrobras / Procel acrescido de contrapartida da universidade.

Atualmente, a cidade universitária conta com um parque de iluminação composto de 2.615 luminárias de vapor de sódio com potência de 250 watts. Para otimizar o consumo energético, serão utilizadas luminárias de LED de 100 watts, 80 watts e 30 watts. Além da redução da potência instalada, as novas lâmpadas serão dimerizáveis, permitindo o controle do gasto energético.

O sistema de telegestão garantirá a maior eficiência do parque de iluminação, por meio do gerenciamento da utilização das luminárias, da regulagem do fluxo luminoso e do monitoramento dos parâmetros elétricos. A estrutura contará ainda com sensores de monitoramento IoT (Internet of Things). A estimativa inicial da Unicamp é que o projeto proporcione uma redução de, no mínimo, 70% da demanda de iluminação pública do campus. O projeto encontra-se na etapa de aquisição dos materiais e contratação de serviços para instalação das novas luminárias e do sistema de telegestão. A previsão é que, a partir do segundo semestre de 2023, os primeiros resultados já possam ser verificados.

“Hoje, a Unicamp gasta cerca de R$ 35 milhões por ano com energia. Nós estimamos que 6% desse total é iluminação pública. Então, gastamos R$ 2 milhões com iluminação pública. Se nós reduzirmos 70%, vamos ter uma redução anual em torno de R$ 1,5 milhão”, calcula o professor da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp, Luiz Carlos Pereira da Silva.

Ponto laranja: poste com 1 luminária; Ponto azul: poste com 2 luminárias; Ponto amarelo: poste com 3 luminárias; Ponto roxo: poste com 4 luminárias
Iluminação na UNICAMP: Ponto laranja: poste com 1 luminária; Ponto azul: poste com 2 luminárias; Ponto amarelo: poste com 3 luminárias; Ponto roxo: poste com 4 luminárias

Além do ganho de economia para a universidade e para os estudantes da área, que poderão acompanhar o processo na prática, a eficientização da iluminação do campus também servirá de base para iniciativas de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) voltadas para a área de Iluminação Pública. Assim, estão previstas pesquisas nas áreas de ciência de dados, automação e inteligência artificial. Estudos para o desenvolvimento de políticas públicas, normas e padrões para a implementação de projetos de iluminação pública para cidades inteligentes também deverão ser realizados, como explica o representante do Procel.

“Ainda na fase de pesquisa e desenvolvimento, será aprofundado o conhecimento em análise de dados para tomadas de decisão, gestão e operação das luminárias, individualmente ou em conjunto, conforme estudos e simulações. Além disso, serão realizados estudos de conforto visual, aplicação de novas técnicas atualizadas, validação de tecnologias e modelos de negócio que demonstrem aplicabilidade, relevância e viabilidade econômica para que pequenos municípios, entre outros, possam aplicar sistemas e soluções semelhantes”, detalha Daniel Bouts.

Como parte das ações de disseminação de conhecimento previstas no convênio, a Unicamp está oferecendo uma disciplina de Iluminação Pública para cidades inteligentes no curso de pós-graduação em Engenharia Elétrica, cuja turma conta com representantes de empresas e prefeituras. Após a implementação do projeto, Procel e Unicamp também planejam a realização de eventos, workshops, apresentações e treinamentos para divulgar a iniciativa para a comunidade acadêmica e o público em geral. Assim, a intenção é que os resultados da cooperação estejam acessíveis à sociedade e possam auxiliar a realização de ações de eficientização da iluminação pública nos municípios do país.

“A Unicamp vai ser um centro de apresentação para gestores municipais. Vamos desenvolver disciplinas e treinamentos e receber visitas de prefeituras interessadas em implantar sistemas inteligentes de iluminação. Vamos ter um laboratório vivo, um projeto que implanta, em um ambiente real, soluções que a gente espera que possam ser replicadas nas cidades, maiores e menores”, afirma o professor da Unicamp.

Iniciativa integra projeto Campus Sustentável da Unicamp

O projeto de eficientização da iluminação do campus Barão Geraldo submetido pela Unicamp à Eletrobras / Procel faz parte da iniciativa Campus Sustentável, que incluiu uma série de ações que visam diminuir o impacto ambiental das operações da unidade de ensino. Nesse contexto, já foram desenvolvidas atividades voltadas para a eficientização de iluminação, mobilidade elétrica, geração de energia fotovoltaica, entre outras. Iniciado em 2017, o trabalho é uma parceria entre a Unicamp e a CPFL Energia, por meio dos programas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Eficiência Energética (PEE) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O objetivo da ação é se tornar uma referência de gestão de energia e eficiência energética para outras instituições de ensino superior e também para cidades.

De acordo com o professor Luiz Carlos da Silva, que coordena a iniciativa, as ações realizadas por meio do Campus Sustentável têm gerado uma economia anual de R$ 5 milhões para a Unicamp. O recurso será empregado em novas ações de eficiência energética nos próximos três anos. Para este ano, a instituição planeja realizar o projeto Unicamp 100% LED, que prevê a troca de 100 mil lâmpadas convencionais por LED nos prédios da instituição. Também estão na programação o projeto Sustentabilidade no Ar, voltado para a substituição de aparelhos antigos de ar condicionado e uma ação para ampliar a geração fotovoltaica, que já é realizada na universidade. De acordo com os cálculos da Unicamp, a redução do consumo de energia com essas melhorias deverá chegar a 20%.

“Hoje, temos essa corrida pela energia fotovoltaica, micro e mini geração, que são importantes. Mas, se a gente analisar os projetos de eficiência energética, eles são mais interessantes do que os projetos de geração fotovoltaica em relação ao tempo de retorno do investimento. Então, na verdade, a prioridade máxima que deveríamos buscar é a eficiência energética. Primeiro eliminar o desperdício, depois oferecer energia nova. Então, seria a eficiência energética primeiro e a oferta de energia renovável depois”, destaca o coordenador do Campus Sustentável, sobre as ações em planejamento.

Prof. Luiz Carlos da Silva, coordenador do programa Campus Sustentável da UNICAMP.

As atualizações dos trabalhos e demais informações sobre o Campus Sustentável são disponibilizadas na página www.campus-sustentavel.unicamp.br. As medidas adotadas pela universidade no âmbito da iniciativa também estão reunidas na publicação “Campus Sustentável: Um modelo de Inovação em Gestão Energética para a América Latina e o Caribe”. A produção contém um capítulo sobre o projeto realizado com o Procel e é disponibilizada gratuitamente pela instituição para download (https://www.campus-sustentavel.unicamp.br/publicacoes-do-projeto-campus-sustentavel/). Além da versão atual, o livro será traduzido para o espanhol, inglês e francês e difundido para 27 países pela Organização Latino-Americana de Energia (OLADE).

Por Débora Anibolete, para o Procel Info, no link para a notícia original: Clicando Aqui

UNICAMP recebe reitora de universidade equatoriana para ampliar acordos e projetos de sustentabilidade

O reitor da Unicamp, Antonio José de Almeida Meirelles, e Cecília Paredes, reitora da Escola Superior Politécnica do Litoral (Espol), do Equador, reuniram-se na manhã desta quarta-feira (4) para discutir a ampliação do intercâmbio entre as duas instituições. Paredes disse que a Espol tem interesse na expertise da Unicamp na área da saúde. 

A Unicamp já recebe estudantes equatorianos para cursos de mestrado e doutorado
Encontro discutiu a ampliação do intercâmbio entre as duas instituições; a reitora Cecília Paredes disse que a Espol tem interesse na expertise da Unicamp na área da saúde

“Somos uma escola técnica, mas queremos fortalecer outras áreas, em especial a da saúde. Planejamos instalar uma escola de medicina”, afirmou. “Estamos felizes com a visita e nos interessa muito aprofundar nossos programas de intercâmbio”, disse Meirelles.

A Unicamp já recebe estudantes equatorianos para cursos de mestrado e doutorado. Segundo o coordenador do Projeto Campus Sustentável, professor Luiz Carlos Pereira da Silva, 15 alunos de pós-graduação participam hoje de programas desenvolvidos em conjunto pelas universidades. A ideia é ampliar o intercâmbio, com a ida de professores da Unicamp para atuarem na Espol.  

De acordo com o professor, as universidades também estudam a ampliação de acordos para projetos nas áreas de sustentabilidade e a participação conjunta em editais de pesquisa. 

A Unicamp já recebe estudantes equatorianos para cursos de mestrado e doutorado
A Unicamp já recebe estudantes equatorianos para cursos de mestrado e doutorado

Integrou a delegação os professores Carmen Vaca, Guillermo Sorlano, José Cordova, Miguel Torres e Jorge Aragundi. O grupo aproveitou a visita à Unicamp para conhecer o projeto Campus Sustentável, parceria entre a Unicamp e a CPFL Energia iniciada em agosto de 2017. O projeto visa melhorar a infraestrutura do campus e aprimorar o ensino e a pesquisa por meio do desenvolvimento de novas tecnologias, transformando a Unicamp em um laboratório vivo de sustentabilidade energética.

Audiodescrição:  Imagem 6 de 6.

Link para notícia original no portal da UNICAMP:
https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2022/05/04/unicamp-recebe-reitora-de-universidade-equatoriana

Autor
Redação UNICAMP
Fotos
Antoninho Perri
Edição de imagem
Alex Calixto

Iniciada obra de reforma da área de EAD na Faculdade de Educação – FE

A execução da obra de reforma da área de Educação à Distância
(EaD), existente no 2º pavimento do prédio III da Faculdade de Educação – FE foi iniciada em 11/02/2022, com um prazo de 120 dias.

A obra compreende a reforma de uma área de aproximadamente 175 m² do 2º pavimento do Anexo III da FE para abrigar as instalações para as atividades de Ensino a Distância. As novas instalações contarão com estúdios de gravação, sala de aula preparada para as gravações das aulas e áreas administrativas. Nesta fase, será instalada a infraestrutura para a instalação de equipamentos específicos para as atividades de ensino à distância.

O valor total do contrato é de R$ 815.947,76, e prevê conclusão para o mês de junho de 2022.

Obras de construção do Teatro Laboratório do Instituto de Artes serão retomadas

Suspensas desde 2013, as obras de construção do Teatro Laboratório do Instituto de Artes serão retomadas, anunciou o reitor Antonio José de Almeida Meirelles na quinta-feira (28) em reunião da congregação do IA. O espaço deverá ser transformado em Centro Cultural, abrigando, além do teatro, os acervos da história do Instituto de Artes e do departamento de Artes Cênicas e uma área para exposições do Museu de Artes Visuais (MAV).

De acordo com o reitor, recursos de R$ 25 milhões foram alocados no Plano Plurianual para a conclusão do teatro. Uma verba de R$ 1 milhão já está empenhada para a contratação de projetos complementares, como rede elétrica, sistema hidráulico, climatização e urbanização. Assim que concluídos, será iniciado o processo de licitação.

O custo total da construção está estimado em R$ 23 milhões. A expectativa é de que a obra esteja concluída no final de 2025 ou início de 2026.

“Como obra de grande vulto, ela exige uma etapa preliminar, os projetos de finalização. É a essa etapa que estamos dando início agora, mas com recursos já pré-planejados para a realização completa da obra. Há dificuldades em imprimir rapidez nisso, mas a meta é garantir que ela não vai parar novamente. Vamos terminar essa obra”, garantiu.

Além da verba reservada no Plano Plurianual, a reitoria conta com uma alternativa, pois o projeto de construção foi habilitado para captação de recursos por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a chamada Lei Rouanet.

O plano é fazer com que as duas fontes de recurso corram em paralelo. “Pusemos os ovos em duas cestas e, com isso, as chances são muito maiores”, explicou o reitor.

Meirelles avalia que as leis de incentivo devem ser mais exploradas pela universidade.

“Esse tipo de recurso é parte do orçamento da Unicamp, mas as possibilidades hoje existentes nas áreas de Cultura, Esportes e outras são maiores do que conseguimos aproveitar”, avalia.

“Se conseguirmos financiamento pela lei de incentivo será ótimo, porque vamos economizar nosso orçamento. Se não, o dinheiro já está reservado”, explica Talita Mendes, assessora da Depi (Diretoria Executiva de Planejamento Integrado) da Unicamp.

Segundo ela, a verba proveniente da lei de incentivo pode ser liberada com maior rapidez, já que a empresa prestadora do serviço não está submetida a eventuais restrições da legislação aplicada no serviço público.

A Unicamp está realizando, neste momento, obras de drenagem e reforma da cobertura  na área do teatro, trabalhos iniciados no ano passado.

“Isso é algo muito esperado pela comunidade. Se olharmos para 2019, quando não havia perspectivas, é motivo de grande alegria sabermos que o processo de retomada da obra está nesse estágio”, disse o diretor do Instituto de Artes, Paulo Ronqui. 

Segundo ele, a partir de agosto deverá ser deflagrada uma ampla campanha pela captação de recursos.

O teatro

O Teatro Laboratório do Instituto de Artes começou a ser instalado há nove anos em uma área de 4,8 mil metros quadrados no campus de Barão Geraldo. Escolhido por meio de concurso, o projeto foi aprovado em 2001, mas o Projeto Executivo – fase em que são detalhados os elementos necessários para a execução completa da obra –  só foi concluído em 2008.

As obras tiveram início apenas em 2011 e foram paralisadas dois anos depois em razão de falhas de estrutura e da ausência de projetos complementares..

De acordo com Talita Mendes, em 2015 foi realizado um trabalho de reforço na estrutura do prédio; em 2018, um laudo emitido por especialistas da Unicamp atestou a segurança da edificação. Até agora foram gastos R$ 8,6 milhões no projeto.

Notícia original em https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2022/05/02/reitor-anuncia-retomada-das-obras-do-teatro-laboratorio-da-unicamp

Autor

Tote Nunes

Fotos

Antonio Scarpinetti

Edição de imagem

Alex Calixto