Parceria UNICAMP e Comgás mediada pela DEPI oferecerá economia e redução de emissões de gases

Parceria entre a Unicamp e a Comgás teve cerimônia realizada nesta terça-feira (26) e irá  substituir o gás liquefeito de petróleo (GLP) e o óleo diesel pelo gás natural canalizado. Com isso, haverá uma redução anual de 10,1% no índice de emissão de gases de efeito estufa na universidade.

O novo sistema será empregado em seis unidades do campus de Barão Geraldo:  Hospital de Clínicas (HC), Hospital da Mulher (Caism), Faculdades de Engenharia de Alimentos (FEA) e de Educação Física (FEF) e dois dos três refeitórios universitários (RU e RS). No caso do RU, o óleo diesel utilizado para aquecer a caldeira será também substituído.

A equipe do GEARE (Gestão Ambiental e de Resíduos) ligada à DEPI, é responsável, entre outras atividades, por toda a comunicação oficial com a CETESB por parte da Unicamp, estando à frente do processo de Licença Ambiental da Universidade.

Em 2019, a Cetesb recomendou o afastamento da rede de gás GLP (gás liquefeito de petróleo) da área do HC, ou a substituição deste por gás natural. O HC iniciou conversas com a Comgás, atual concessionária de gás natural em Campinas, para realizar estudos para tal. A Comgás não demonstrou interesse em executar a expansão da rede de gás até a Unicamp para atender apenas ao HC, e realizou um estudo de viabilidade para atender também a outros pontos de consumo dentro do campus. Foram realizadas visitas técnicas nas Unidades e reuniões remotas para apresentação da proposta com todos os envolvidos.

Todo esse processo foi conduzido pela assessora da DEPI, Talita Mendes, junto à Comgás e as Unidades, com aprovação da estratégia pela COPEI – Comissão de Planejamento Estratégico Institucional. Posteriormente, a Coordenadoria de Sustentabilidade da DEPI, na pessoa da Arq. Thalita Dalbelo, realizou junto com a Comgás as estimativas relativas à diminuição da emissão de gases de efeito estufa oriunda dessa implantação.

Alguns benefícios na substituição do GLP por GN:

– Exclusão dos riscos ambientais e de segurança apresentados pelo uso do gás liquefeito de petróleo devido a forma de armazenamento e distribuição em botijões;

– Logística facilitada em relação aos pedidos de fornecimento, transporte e armazenamento;

– Economia financeira estimada na ordem de R$ 200.000,00 ao ano para a universidade;

– O GN substitui o GLP dessas 6 unidades e também o diesel utilizados na caldeira do RU;

– A Comgás doou novos queimadores para o RU, adaptados para GN e com maior eficiência;

– A Unicamp deixa de realizar processos licitatórios para aquisição do GLP pelas Unidades, facilitando o processo;

– Manutenção da rede é por conta da Comgás, incluindo atendimentos de emergência;

– As recomendações do Corpo de Bombeiros e da CETESB são voltadas para o uso de gás natural canalizado como substituição ao gás liquefeito de petróleo, de forma que a Unicamp atenderia algumas das solicitações para obtenção do AVCB de alguns edifícios e da renovação da Licença de Operação da área da saúde.

– O GN é um combustível originário de matéria orgânica sedimentar e pode ser obtido através da queima de biomassa, com purificação do biogás gerado pela decomposição de matéria orgânica (nesse caso, combustível renovável) ou através de reservas subterrâneas originadas pela decomposição de matéria orgânica sedimentar (nessa caso, combustível não-renovável) e comumente associado ao petróleo.

– O GN canalizado distribuído pela Comgas é de origem fóssil e, por isso, não representa uma fonte de energia renovável. Apresenta, além da segurança contra os riscos, a vantagem do transporte sustentável, pois a canalização elimina a necessidade da distribuição por caminhões.

– Em relação aos ODS, o uso de GN canalizado está associado ao ODS 11-Cidades e comunidades e comunidades sustentáveis, devido a redução de riscos ambientais e pessoais; ao ODS 12-Consumo e Produção Responsáveis, devido a distribuição contínua e a não armazenamento e ao ODS 13-Combate às alterações climáticas, devido a canalização, que reduz a quantidade de veículos/caminhões nas ruas e, consequentemente, reduz a emissão de gases de efeito estufa.

Três unidades – FEA, FEF e RU – já estão utilizando o gás natural fornecido pela Comgás. As outras três – HC, Caism e RS – ainda deverão concluir suas adaptações internas para conectar-se à rede da concessionária.

O reitor da Unicamp, Antônio José de Almeida Meirelles, disse que a parceria com a Comgás reafirma a agenda de sustentabilidade defendida pela universidade.

Reitor Antonio Meirelles e Carla Sautchuck, diretora de Operações e Serviços da Comgás: redução anual de 10,1% no índice de emissão de gases de efeito estufa na universidade

“Acreditamos na possibilidade de alinharmos duas agendas: uma delas, muito forte no setor privado, é a preocupação com as questões ambiental, social e de governança. A outra, que vem das organizações multilaterais, hoje atentamente observada pelas instituições públicas, é a chamada agenda 20/30, os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU”, disse o reitor.

“Podemos alinhar boa parte da sociedade em torno dessas metas, não mais centradas exclusivamente na questão ambiental, mas entendendo a sustentabilidade como algo que exige inclusão, eficiência econômica e cuidado com o meio ambiente no sentido mais amplo”, concluiu.

A coordenadora geral da Universidade, Maria Luiza Moretti, disse que, além da eficiência na gestão, a instalação do gás natural irá promover estudos e pesquisas em conjunto entre a universidade e a empresa. Segundo ela, a busca por processos que gerem diminuição da emissão de poluentes na atmosfera “reafirma a preocupação da academia quanto ao impacto da ciência na sociedade”.

“O gás natural tem muito a contribuir com a agenda de sustentabilidade. São incontáveis os seus benefícios como substituto para os equipamentos a diesel, GLP e óleo combustível, mais poluentes”, afirma Adriano Zerbini, diretor Institucional, de Comunicação e Sustentabilidade da Comgás.

Reitor Antonio Meirelles, diretor Institucional da Comgás, Adriano Zerbini e coordenadora geral, Maria Luiza Moretti: eficiência na gestão e estudos e pesquisas em conjunto entre a universidade e a empresa

Com trechos da notícia original de Tote Nunes, Fotos: Antonio Scarpinetti; Edição de imagem: Paulo Cavalheri

Link para notícia no portal UNICAMP: https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2022/04/26/parceria-da-unicamp-e-comgas-ira-reduzir-em-101-emissao-de-gases-de-efeito

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