Coordenadoria de Sustentabilidade

Coordenador do Campus Sustentável – CSUS/DEPI participa de debate sobre produção de energia limpa no Brasil na COP27

A 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-27, está acontecendo entre 6 a 18 deste mês, em Sharm El Sheikh, no Egito. Luiz Carlos Pereira da Silva, coordenador do Escritório Campus Sustentável (CSUS/DEPI) e diretor do Centro Paulista de Estudos da Transição Energética (CPTEn/FAPESP), representa a Unicamp e já participou do painel Infraestrutura de apoio à transição energética, no pavilhão brasileiro.

O painel discutiu o processo de implantação da energia limpa e destacou o Brasil na liderança desse trabalho, considerando a sua produção de hidrogênio verde, a partir da energia eólica e fotovoltaica, como a instalações em alguns edifícios da Unicamp.

Também participaram do painel Paulo Artaxo, professor da Universidade Estadual de São Paulo (USP) que trabalha com física aplicada a problemas ambientais, Elbia Gannoun, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e Roberta Cox, coordenadora de licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

O professor Pereira também participará de outros painéis, como a discussão sobre o papel das universidades contra a emergência climática e o Brasil como potência verde na governança ambiental e do clima.

Coordenadoria de Geoprocessamento da DEPI lança o dashboard “Funcionários da Universidade Estadual de Campinas”

A Coordenadoria de Geoprocessamento da DEPI/CSUS lançou o dashboard “Funcionários da Universidade Estadual de Campinas (2022)”, que mostra a distribuição geográfica atual de todos os funcionários técnico-administrativos e docentes da Unicamp, através de um mapa interativo (web map) e indicadores e gráficos interligados ao mapa. A base de dados geográfica que gerou o dashboard foi criada a partir da extração das informações do banco de dados da DGRH – Diretoria Geral de Recursos Humanos da Universidade, através do processo de geocodificação de endereços, mantida a proteção das informações individuais dos servidores, como nome e matrícula. Para adquirir a localização da residência de cada funcionário utilizou-se apenas o CEP, para que não seja identificada a localização exata de moradia.

Todos os gráficos e alguns indicadores são dinâmicos, ou seja, os dados mostrados se modificam conforme o web map é manipulado (zoom in/out ou deslocamento). Alguns gráficos também possuem filtros que, ao clicar sobre eles, as proporções no web map se modificam conforme a seleção no gráfico.

Os dados interativos podem ser consultados na página do Atlas da UNICAMP, clicando AQUI

O conhecimento geográfico da distribuição da população da Unicamp no território pode subsidiar vários tipos de ação, sobretudo voltados à gestão e ao planejamento estratégico e territorial da Universidade. Por exemplo, é possível visualizar e analisar a distribuição geográfica através do perfil dos funcionários por Unidade, carreira, nível escolar e município de residência, assim como entender a distribuição espacial dos servidores técnico-administrativos pelo horário de trabalho. Isso torna possível melhorar e ampliar políticas e ações da/na universidade e da interlocução desta com órgãos externos, como mobilidade (serviço de fretados, estacionamentos etc.), políticas de moradia, vigilância do campus, ocupação dos prédios por faixa de horário, entre outras.

O dashboard “Funcionários da Universidade Estadual de Campinas (2022)” é público pode ser acessado através do Atlas da Unicamp (https://atlas.unicamp.br) ou diretamente neste link: https://www.arcgis.com/apps/dashboards/a808508878a6425782f7d63bc4607395

Geoprocessamento apresenta projeto “Web Map dos ambientes internos da Unicamp” em evento sobre permanência estudantil e 10 anos de leis de cotas

O V Congresso de Projetos de Apoio à Permanência de Estudantes de Graduação da Unicamp – PAPE-G será realizado em conjunto com o II Seminário Internacional de Serviços de Apoio aos Estudantes da Unifesp. A Coordenadoria de Geoprocessamento da DEPI fará a apresentação do projeto de “Web Map dos ambientes internos da Unicamp” no evento.

Informações do Evento:

Permanência Estudantil e Conquistas dos 10 anos da Lei de Cotas
Cidade: Campinas / São Paulo
Local: UNICAMP Universidade Estadual de Campinas
Data: quinta-feira, 20 de outubro de 2022

A iniciativa conjunta da Unicamp e Unifesp têm como objetivo divulgar e fomentar a reflexão e a construção de conhecimento em torno dos projetos institucionais ligados às bolsas sociais e as políticas de permanência. O evento visa oferecer oportunidade de aprimorar a formação dos estudantes, proporcionar um espaço de reflexão e formação para profissionais que atuam junto a estudantes de todo o país.

Web map dos ambientes internos da Unicamp: finalização e atualização

Sobre o Projeto:

O projeto estratégico “Web Map dos ambientes internos da Unicamp”, liderado pela Coordenadoria de Geoprocessamento da DEPI/Reitoria, consiste em construir um banco de dados geográficos com informações quantitativas e qualitativas de todos os espaços dentro dos prédios de todos os campi da Universidade, podendo gerar mapas temáticos dinâmicos e indicadores diversos em painéis de controle (dashboards). Será possível identificar o tipo de uso de cada ambiente e sua respectiva localização (salas de aula, laboratórios, administrativo, podendo ser acessado através de um computador ou de um smartphone conectado à internet. Este Web Map também será um repositório para inserção de outras informações específicas de cada Unidade.

O web map dos ambientes internos da Unicamp é uma ferramenta de gestão em todos os níveis, pois permite visualizar a distribuição de todas as salas de aula, auditórios, administrativo, laboratórios etc. de qualquer edificação da Universidade e, também, é uma ferramenta de planejamento, pois permite vislumbrar redistribuições e readequações de espaços. Além disso, é um instrumento de transparência da Universidade, à medida que o web map e dashboard são disponibilizados para toda a comunidade interna e externa e publicados no Atlas da Unicamp.

Vanderlei Braga – Coordenador de Georreferenciamento, Sara Figueiredo – Bolsista do Projeto e Milene Carvalho – Co-coordenadora do Projeto

Objetivos do Projeto:

O projeto tem como objetivo criar um banco de dados geográficos e disponibilizar informações quantitativas e qualitativas dos ambientes internos das edificações da Unicamp através de mapas temáticos dinâmicos (web maps) e painéis de controle (dashboards), que serão utilizados para fins de gestão (em todos os níveis), planejamento (territorial e estratégico) e transparência da Universidade.

Exemplos das telas dos ambientes georreferenciados desenvolvidos pelo projeto

Atividades desenvolvidas pelos bolsistas:

Os bolsistas SAE (sob orientação profissional) executam tarefas de mapeamento e identificação o tipo de uso de cada ambiente e sua respectiva localização (salas de aula, laboratórios, administrativo etc.), conforme o seguinte método:

1) atualização no AutoCAD dos mapas dos layouts internos de todas edificações da Universidade, com medições in loco;
2) georreferenciamento e extração das informações geométricas do arquivo CAD e incorporação da planilha Excel na camada dos ambientes internos (informações quantitativas e qualitativas) no ArcGIS Pro;
3) upload da camada no ArcGIS Online, além da construção, publicação e compartilhamento dos web maps temáticos e aplicativos.

Resultados alcançados pelo projeto:

Com o trabalho realizado pelos profissionais e bolsistas envolvidos no projeto, foi possível publicar os resultados parciais em forma de web map e dashboard no Atlas da Unicamp (atlas.unicamp.br), sendo possível localizar todos os ambientes internos levantados no 1º e 2º ciclos (o 3º e último ciclo de levantamentos será finalizado em setembro). Também foi criado um aplicativo na plataforma ArcGIS, para que representantes das Unidades (nomeados pelos Diretores) sejam orientados e realizem a atualização das informações.

Autores do Projeto:

Vanderlei Braga
Milene Carvalho
Marcelo Ambieri
Renato Lopes Campagnoli
Thaissa Bialtas
Christian José Biazotto
Vinícius Ariel Oliveira
Debora Pereira Alves
Pedro Henrique Sendretti
Stephany Souza Ramos
Leonardo Neri Virtoriano
Gabriel Bote Alberti
Caroline Carli Ribeiro
Jordana Martins Andrade
Mateus Bernardo de Oliveira
Ananda Soares Moreira
Ruth Ferreira da Silva
William Chinelato
Cristiane Galvão

UNICAMP apresenta seus projetos de sustentabilidade na International Association of Universities (IAU)

A Associação Internacional de Universidades (IAU), disponibilizou no Portal de Ensino Superior e Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável (HESD) o relatório desenvolvido pela Coordenadoria de Sustentabilidade(CSUS) para o Fórum Permanente Especial Desafios da Sustentabilidade.

Você pode conferir o relatório pelo site:
https://www.iau-hesd.net/documentation/5690-unicamp-report-special-permanent-forum-challenges-sustainability.html

O Portal de Ensino Superior e Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável (HESD) é uma ferramenta desenvolvida pela International Association of Universities (IAU) para seus membros, parceiros e público em geral, que dá acesso a ações universitárias desenvolvidas ao redor do mundo para promover a sustentabilidade.
Atualmente, o portal lista mais de 552 notícias, 441 eventos e mais de 1.400 ações de 1.287 universidades e 263 organizações em todo o mundo (dados de junho de 2022).

Neste portal, a Unicamp apresenta a Coordenadoria de Sustentabilidade, composta pela Coordenadoria de Geoprocessamento, pela Coordenadoria Escritório Campus Sustentável e pelo Grupo Gestor Universidade Sustentável (GGUS).
Entre as ações e os projetos sustentáveis em desenvolvimento foram apresentados:

– Informações sobre o levantamento de dados para submissão ao sistema de ranqueamento de universidades sustentáveis UI GreenMeteric;
– Projeto Corredores Ecológicos;
– Projeto de Drenagem Sustentável;
– Projeto de Mobilidade Ativa;
– Laboratório Vivo de Transição, Eficiência e Sustentabilidade Energética Campus Sustentável;
– Atlas da Unicamp;
– Câmaras Técnicas de Gestão que integram do Grupo Gestor Universidade Sustentável.

Projeto dos corredores ecológicos foi um dos apresentados ao IAU

Pelo link https://www.iau-hesd.net/universities/328-state-university-campinas.html você pode conferir as informações da UNICAMP no portal, que teve a profa. Dra. Juliana Fracarolli, da FEAGRI, representante da Unicamp no IAU, responsável pela conexão entre a CSUS e o órgão internacional.

Grupo de trabalho realiza análise de viabilidade da instalação de painéis fotovoltaicos para casas da Moradia Estudantil da Unicamp

Durante os trabalhos do Grupo Moradia Sustentável, composta por professores, alunos e funcionários da Unicamp, foi formado o grupo do Subprojeto de Estrutura, com o objetivo de auxiliar na análise de viabilidade da instalação de painéis fotovoltaicos para geração de energia nas coberturas das casas da Moradia Estudantil da Unicamp e, para isso, seria necessário avaliar algumas características estruturais das casas. Esta é uma das muitas iniciativas sustentáveis para a Moradia.

Para auxiliar na avaliação, foi disponibilizado um questionário online (“Formulário de Estudo Estrutural da Moras”), permitindo que os próprios moradores indicassem os problemas existentes nas estruturas. Alunos de graduação e pós graduação da Unicamp, moradores e ex-
moradores auxiliaram durante todo o processo: na elaboração do questionário; no desenvolvimento do formulário on line, fazendo campanhas de divulgação e incentivo ao preenchimento; percorrendo as casas durante seus períodos de folga para auxiliar os moradores neste preenchimento. São eles: Francisca Dulcinéia Da Cruz Gomes, Jaqueline de Andrade Estevos, Helen Tomina, Francisca Elisa Rocha (Chica), Leonardo Soares Pereira, Nath
Cordeiro, Letícia Gouveia e Ruan Medeiros. Foram obtidas respostas de 152 casas.

A Eng. civil Adriana B. Dieguez, da Coordenadoria de Sustentabilidade (CSUS) da DEPI (Diretoria Executiva de Planejamento Integrado), compilou todas as informações das respostas em um relatório e organizou todo o levantamento fotográfico das casas, o qual foi disponibilizado para o Prof. Luiz Carlos de Almeida (FECFAU/UNICAMP), que elaborou um laudo estrutural de todas as unidades.

A planilha eletrônica contendo todos os dados levantados no questionário foram disponibilizados para a equipe da Coordenadoria de Geoprocessamento da CSUS, composta pelos geógrafos Vanderlei Braga, Marcelo Albieri, Renato Campagnoli e William Chinelato e
pela estagiária Cristiane Galvão, que incorporaram as informações das respostas ao questionário na base de dados (camada) geográfica da Moradia. Isso possibilitou a criação de um painel de controle (dashboard) que mostra o mapa georreferenciado com a distribuição geográfica das casas, além de indicadores e gráficos criados a partir da camada geográfica.

Uma das suas principais funcionalidades é que, ao clicar em cima de qualquer gráfico, o mapa é filtrado com o atributo escolhido no gráfico. Por exemplo, no gráfico “Casas que possuem cômodos com trinca no piso”, ao clicar sobre a porção “Sim”, o mapa irá mostrar apenas as casas que possuem este problema, conforme o questionário. O dashboard está disponível no Atlas da Unicamp (atlas.unicamp.br) ou diretamente neste link.

Além do objetivo proposto neste levantamento, toda essa documentação técnica produzida poderá orientar e subsidiar decisões e contratações das reformas necessárias na Moradia, não somente para conservar, mas também para transformar a Moradia em um local
estruturalmente, socialmente e ambientalmente sustentável.

Geógrafo da DEPI, Marcelo Albieri, desenvolve APP para coletar informações  geográficas e dos atributos das árvores

Mais de 14.400 árvores compõem a flora da Unicamp. Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia, Pampa, Caatinga e Pantanal: espécies de todos os biomas brasileiros e de países como Austrália e África do Sul podem ser apreciadas. Árvores nativas e exóticas propiciam um ambiente saudável a quem acessa o campus de Campinas. Mas onde localizá-las e como identificá-las? Para levar essas informações à comunidade, o projeto Floresta Urbana está cadastrando as espécies em um aplicativo. Além disso, um projeto de arborização promete enriquecer ainda mais a flora dos três campi da Universidade.

Dos coloridos ipês a espécies nativas pouco conhecidas, como o jerivá, e estrangeiras, como baobá, um passeio pelo campus possibilita uma experiência sensorial e de aprendizado, além de frutos como pitanga, manga, cajá e jambo.

Por meio do projeto Floresta urbana, placas de QR Code estão sendo afixadas nas árvores para proporcionar a pesquisadores e leigos uma observação mais apurada das plantas. Ao apontar a câmera do celular para a placa, o usuário acessa dados como espécie, época de floração e frutificação, além de informações sobre o sentido cultural das árvores para diferentes grupos. 

O projeto também resultou em um mapa em que é possível conhecer a localização das árvores. Ele está disponível no Atlas da Unicamp e pode ser acessado diretamente neste link. “A Unicamp, à medida que realizava obras no campus, fez um levantamento topográfico que incluiu o mapeamento de árvores. Tivemos a ideia de unificar as informações em um mapa geral. Levantamos mais de 14 mil árvores e sua localização”, conta Vanderlei Braga, geógrafo e coordenador de Geoprocessamento da Coordenadoria de Sustentabilidade, ligada à Diretoria Executiva de Planejamento Integrado (DEPI).

Vanderlei Braga e Marcelo Albieri, da equipe de Geoprocessamento da Unicamp, que está colaborando com o projeto Floresta Urbana
Vanderlei Braga e Marcelo Albieri, da equipe de Geoprocessamento da Unicamp

Floresta Urbana foi idealizado pelo funcionário da Faculdade de Arquitetura e Engenharia Civil, Hélio Cavalheri. O servidor vem cadastrando, na plataforma, milhares de árvores da Unicamp. Seu levantamento identificou, até o momento, 1.969 espécies nativas e 901 exóticas. Também foi sua a ideia do QR Code. Algumas placas já foram colocadas em locais como Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FECFAU), Secretaria Executiva de Comunicação (SEC) e Praça da Paz. O aplicativo para coletar as informações  geográficas e dos atributos das árvores foi desenvolvido na Unicamp pelo geógrafo Marcelo Albieri, da DEPI. Ele também foi responsável por treinar Hélio no uso do app.

Assista à reportagem sobre a trajetória de Hélio Cavalheri:

A Flora como patrimônio do campus

A composição atual da flora do campus nasceu do envolvimento de muitas pessoas. O professor Hermógenes Freitas Filho, fundador da Divisão de Meio Ambiente (DMA), trouxe diversas espécies para a Unicamp. “Ele planejava um grande jardim botânico na Universidade. Foi então construído um viveiro de plantas ornamentais e espécies arbóreas”, conta Camila Santos, coordenadora do Serviço de Áreas Verdes da DMA. Essa construção deu início a uma coleção que, para ela, é um patrimônio ambiental e paisagístico.

Para Camila Santos, coordenadora da Divisão de Meio Ambiente da DMA, as árvores compõem o patrimônio ambiental e paisagístico da Universidade
Para Camila Santos, as árvores compõem o patrimônio ambiental e paisagístico da Universidade

Os professores Hermes Pereira e Mario Tamashiro também contribuíram para a diversidade de espécies no campus. Tamashiro trazia sementes de vários lugares e foi responsável por iniciar o mapeamento da flora, o que resultou no livro Árvores do campus. Esse mapeamento, conta a professora Ingrid Koch (Instituto de Biologia), foi a base para ampliar a identificação das espécies, hoje realizada em parceria com a DEPI, FECFAU e DMA.

Ingrid trabalhou junto aos professores e hoje integra a equipe do projeto Floresta Urbana. “O pontapé inicial foi essa tabela do professor Tamashiro, à qual estamos adicionando mais espécies”, diz. Para ela, o campus tem uma coleção preciosa, que enriquece o ensino em sala de aula com trabalhos de campo. Pesquisadores de outras instituições também vêm à Unicamp realizar estudos.

Ingrid Koch (IB) destaca que o mapeamento é objeto de estudos dentro e fora da Unicamp
Ingrid Koch (IB) destaca que o mapeamento colabora em projetos de pesquisa dentro e fora da Unicamp

Como lembra Maria Gineusa de Medeiros e Souza, coordenadora da DMA, as árvores do campus permitem diversas atividades de educação ambiental, como a Semana do Meio Ambiente, realizada em junho. “Essas atividades fazem parte de uma educação socioambiental, uma sensibilização que pode levar as pessoas a se apaixonarem pelas árvores”.

"As árvores do campus permitem diversas atividades de educação ambiental", afirma Maria Gineusa Souza, coordenadora da DMA
“As árvores do campus permitem diversas atividades de educação ambiental”, afirma Maria Gineusa Souza, coordenadora da DMA

Projeto prevê o plantio de mais árvores

A diversidade da flora da Unicamp será ampliada. O projeto Arborização dos Campi prevê o plantio de 800 árvores em quatro anos no campus de Campinas e 200 nos campi de Piracicaba e Limeira. Ele é desenvolvido pela Prefeitura Universitária, DEPI, Secretaria de Administração Regional (SAR), Moradia Estudantil, IB, CPQBA e FECFAU.

Melhora na qualidade do ar, alimento e conforto para a fauna local, redução das ilhas de calor e minimização do impacto da chuva são alguns dos benefícios da arborização. “O verde também traz bem-estar psicológico às pessoas. O contato com a natureza e o ar puro trazem descanso para a mente”, complementa Ingrid.

Melhora na qualidade do ar, alimento e conforto para a fauna local, redução das ilhas de calor e minimização do impacto da chuva são alguns dos benefícios da arborização
Melhora na qualidade do ar, alimento para a fauna, redução das ilhas de calor são alguns dos benefícios da arborização

Os projetos Floresta Urbana e Arborização dos campi integram um conjunto de medidas voltadas para a sustentabilidade: implantação de corredores ecológicos, recuperação de nascentes, Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável, implantação de ônibus elétrico e da usina fotovoltaica, entre outros. São iniciativas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, aos quais a Universidade aderiu.

TEXTO

LIANA COLL

FOTOS

ANTONIO SCARPINETTI

EDIÇÃO DE IMAGEM

PAULO CAVALHERI

Link para notícia original no Jornal da UNICAMP:

https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2022/06/15/arvores-da-unicamp-um-passeio-pelos-biomas-brasileiros?fbclid=IwAR0QgbCPO62sfDMC0G8Z-FYGvZT62RH-BD5vBXTe-1K28EE71pbid-uEqLE

Criação da Coordenadoria de Sustentabilidade da UNICAMP

A Unicamp está em busca da sustentabilidade em seus campi desde os anos 2000, quando começaram as primeiras reuniões sobre a necessidade da criação de uma política ambiental, que, em um primeiro momento, foi representada pelo Grupo Gestor de Resíduos, junto à Coordenadoria Geral da Unicamp (CGU), criado através da Resolução GR-94/2003. A Política Ambiental para a Unicamp foi institucionalizada em novembro de 2010, através da Deliberação CONSU 533/2010, a partir do Grupo Gestor Ambiental/CGU. Como evolução à Política Ambiental, a Unicamp criou o Sistema de Gestão Universidade Sustentável, que culminou na criação do Grupo Gestor Universidade Sustentável (GGUS) através da Resolução 41/2014. Desde 2018, o GGUS integra o quadro da DEPI e colabora, através das Câmaras Técnicas de Gestão, com o levantamento e a assessoria nas áreas de sustentabilidade: Resíduos, Energia, Fauna e Flora, Educação Ambiental, Campus Inteligente e Recursos Hídricos.

Desde 2019, a DEPI realiza o levantamento de dados de sustentabilidade, a elaboração dos indicadores de sustentabilidade e a submissão desses indicadores ao sistema de ranqueamento de universidades sustentáveis UI GreenMetric, além de monitorá-los e de desenvolver projetos de melhoria em sustentabilidade para atividades de gestão, manutenção e operação da Unicamp. Até 2021, essa tarefa era escopo do Plano Diretor Integrado da Unicamp e, a partir da criação da Coordenadoria de Sustentabilidade, em 2022 (Diário Oficial do Estado de São Paulo de 13 de abril de 2022), passou a ser uma de suas responsabilidades, contribuindo para a gestão e melhoria contínua na transição para a Unicamp sustentável.

Considerando que o Planejamento Estratégico 2021-2025 da Unicamp explicitou o compromisso institucional com o desenvolvimento sustentável e o trouxe como visão de futuro para a Unicamp, associando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável aos Objetivos Estratégicos do Planes de forma transversal, a CSUS estabelece os seguintes parâmetros da essência: 

Missão: planejamento, concepção, monitoramento e gestão de processos recorrentes e atividades operacionais e de ensino, pesquisa e extensão, orientadas à sustentabilidade na Unicamp, sua comunidade acadêmica e entorno. 

– Visão: posicionar a Unicamp como referência latinoamericana de planejamento apoiado em dados e gestão sustentável de ativos humanos, naturais, estruturais e econômicos. 

Objetivos: 

  • assessorar a administração central e articular a comunidade acadêmica para implementação e acompanhamento da Política de Sustentabilidade. 
  • representar a Unicamp nas discussões locais, regionais, nacionais e internacionais sobre sustentabilidade em universidades. 
  • promover a cultura de decisão apoiada em dados e informações georreferenciadas na gestão da sustentabilidade na Unicamp.

Para alcançar esses objetivos, três áreas integram a CSUS: Campus Sustentável, Geoprocessamento e Grupo Gestor Universidade Sustentável. A equipe da CSUS é composta por: assessores docente Prof. Dr. Henrique Nogueira de Sá Earp e Prof. Dr. Luiz Carlso Pereira da Silva, coordenadora urbanista Dra. Thalita dos Santos Dalbelo, engenheiras civis Adriana Dieguez e Gabriela Marques Romero, engenheiro eletricista Glauco Niro, engenheiro mecânico Fernando Cesar Vieira, geógrafo Dr. Vanderlei Braga (coordenador de Geoprocessamento) e pelos profissionais (bacharéis e licenciados em Geografia) Marcelo de Campos Garcia Albieri, Renato Lopes Campagnoli e William Chinelato.

https://www.depi.unicamp.br/csus/

  • O Campus Sustentável realiza projetos na Unicamp na área de energia. Atualmente, compõe o quadro da Coordenadoria de Sustentabilidade da DEPI, com a visão de transformar a Unicamp em uma referência de Gestão Sustentável dos Recursos Humanos, Naturais e Econômicos. Para isso, sua missão é trabalhar com parceiros internos e externos à universidade na concepção, elaboração, contratação, execução, gerenciamento e divulgação de projetos especiais em sustentabilidade e eficiência sob o conceito de Laboratório Vivo. Um dos projetos realizados pelo Escritório Campus Sustentável é o Projeto Campus Sustentável, uma parceria entre a Unicamp e a CPFL Energia, que se iniciou em agosto de 2017, com investimento no âmbito dos programas de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) e PEE (Programa de Eficiência Energética) da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). O Projeto visa melhorar a infraestrutura do campus e, através do estudo e desenvolvimento de novas tecnologias, aprimorar o ensino e a pesquisa, transformando a Unicamp no maior Laboratório Vivo de Sustentabilidade Energética da América Latina. Atualmente, esta coordenadoria elabora projetos sustentáveis nas áreas de infraestrutura, meio ambiente, mobilidade, energia, mudanças climáticas, água, resíduos, ensino e pesquisa, desenvolvimento social e cultural. Os projetos são desenvolvidos no conceito de laboratórios vivos, espaços físicos e institucionais para processos colaborativos que agem sobre desafios complexos de cunho social e tecnológico do desenvolvimento sustentável. Neles podem existir parcerias público-privadas em que empresas, poder público e comunidade local criam soluções através de inovação, as experimentam, validam, desenvolvem protótipos e as apresentam ao mercado. Esse é um processo co-criativo que permite a integração efetiva entre pesquisa e inovação em um espaço físico determinado com a colaboração de profissionais técnicos e acadêmicos e usuários do espaço. As soluções desenvolvidas no território da Unicamp têm o potencial de impactar a mudança cultural na sociedade. Os campi da universidade devem constituir-se em nichos de transição para sustentabilidade, adotando a abordagem de problemas por meio de laboratórios vivos. A equipe do Campus Sustentável é coordenada pelo Prof. Dr. Luiz Carlos Pereira da Silva e possui mais de 80 colaboradores entre pesquisadores, funcionários, docentes e apoio externo. 

http://www.campus-sustentavel.unicamp.br/

  • A Coordenadoria de Serviço de Geoprocessamento tem a missão de criar, manter e disponibilizar informações e análises geográficas dos aspectos infraestruturais, ambientais e humanos sobre a Universidade, em várias escalas, com o propósito de subsidiar ações e políticas de gestão e planejamento, especialmente aquelas ligadas à sustentabilidade. Nesse sentido, torna-se uma ferramenta eficaz de planejamento e gestão do(s) território(s) da Universidade, além, de ser, ao mesmo tempo, um canal de comunicação e transparência com a comunidade interna e externa ao possibilitar a concentração, produção e disponibilização das informações geográficas de forma sistematizada e padronizada. Dessa forma, subsidia o planejamento e gestão da Universidade ao possibilitar a concentração, produção e disponibilização das informações geográficas de forma sistematizada e padronizada para as ações de curto, médio e longo prazos. Já disponibiliza a toda a comunidade interna e externa, através do Atlas da Unicamp (atlas.unicamp.br), um conjunto enorme de informações geográficas sobre diversos temas e categorias, indo ao encontro da proposta de uma Universidade mais transparente perante a sua comunidade, o seu entorno, o município, o estado, o país e o mundo. A implantação e consolidação da cultura do georreferenciamento e da inteligência geográfica para ações de gestão e planejamento é mais uma das expressões da Universidade em relação à sua forma de atuação e compromisso com a sociedade. O mapeamento e construção de um conjunto de informações geográficas físicas e humanas sobre a Unicamp, nas mais variadas escalas e sobre um leque enorme de temas (como ilustrado abaixo), permite compreender e enxergar a Universidade e o seu papel fundamental de ensino, pesquisa e extensão com outro olhar, permitindo novas interpretações da sua realidade. 

https://www.depi.unicamp.br/geo/

  • O Grupo Gestor Universidade Sustentável (GGUS), tem como missão construir, desenvolver e implementar políticas, diretrizes e normatizações para a universidade sustentável, tendo como fundamentos a melhoria contínua e o desempenho ambiental, econômico e social. O GGUS foi criado através da Resolução GR nº 41/2014 (alterada pela Resolução GR-29/2015) e é coordenado pelo Prof. Dr. Luiz Carlos Pereira da Silva. O GGUS é composto pelas Câmaras Técnicas de Gestão, que atuam como assessoras na integração do planejamento sustentável dos campi e nas soluções técnicas para problemas, visando à sustentabilidade da universidade. A contribuição das câmaras técnicas está fundamentada na experiência executiva, na integração e na capilaridade das ações de gestão da Unicamp como uma universidade sustentável. Compostas por docentes da Unicamp, convidados externos, pesquisadores e secretários executivos que auxiliam nas atividades de planejamento, de implantação e de gerenciamento das ações sustentáveis na Unicamp, cada câmara técnica está relacionada a uma categoria de sustentabilidade. Hoje existem nove câmaras em funcionamento:
  • I. CTGE – Câmara Técnica de Gestão de Energia;
  • II. CTGRH – Câmara Técnica de Gestão de Recursos Hídricos;
  • III. CTGFF – Câmara Técnica de Gestão de Fauna e Flora;
  • IV. CTGR – Câmara Técnica de Gestão de Resíduos;
  • V. CTEA – Câmara Técnica de Educação Ambiental;
  • VI. CTGCIn – Câmara Técnica de Gestão de Campus Inteligente;
  • VII. CTGLZ – Câmara Técnica de Gestão Lixo Zero;
  • VIII. CTGMob – Câmara Técnica de Gestão de Mobilidade;
  • IX. CTGDados – Câmara Técnica de Gestão de Dados.

https://www.depi.unicamp.br/ggus/

Transição Energética para o Estado de São Paulo é tema de Centro de Pesquisa da UNICAMP

imagem mostra logo do centro paulista de estudos da transição energética

“Aproximar a Universidade da gestão pública de energia no Estado e contribuir com o governo para que São Paulo faça uma transição energética mais adequada e acelerada”. Luiz Carlos da Silva, professor da Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação da Universidade Estadual de Campinas (FEEC/Unicamp) e coordenador do GGUS – Grupo Gestor Universidade Sustentável (DEPI) , é categórico ao afirmar que a transição para fontes renováveis é uma das saídas para mitigar os impactos das mudanças climáticas. Foi a partir desse debate que se constituiu o Centro Paulista de Estudos da Transição Energética (CPTEn), aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) no programa Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs).

O CPTEn promoverá pesquisas interdisciplinares a partir de oito eixos temáticos, reunindo engenheiros, economistas, advogados, educadores, cientistas da computação, políticos, geólogos e jornalistas. Essa ação se soma ao trabalho que vem sendo realizado desde agosto de 2017 na Cidade Universitária Zeferino Vaz, sede da Unicamp em Campinas.

“O projeto, que terá duração de cinco anos, só foi possível porque já tínhamos um laboratório vivo, o campus da Unicamp, para estudar problemas e as soluções utilizadas nas cidades do futuro. No Laboratório Vivo de Transição, Eficiência e Sustentabilidade Energética Campus Sustentável foi possível identificar problemas de gestão em um ambiente real, onde convivem diariamente cerca de 50 mil pessoas e onde há uma rede própria de energia elétrica, além de um sistema de mobilidade urbana. Esse ambiente serve de espaço de experimentação”, destaca o professor, assinalando a possibilidade de transposição das iniciativas para fora do ambiente universitário.

foto mostra professor luiz carlos pereira falando ao microfone
Luiz Carlos Silva: “O projeto do CPTEn só foi possível porque já tínhamos um laboratório vivo, o campus da Unicamp”  (foto: Antonio Scarpinetti)

Segundo o coordenador do CPTEn, a matriz energética brasileira é majoritariamente renovável, mas a produção de energia é um dos fatores de alto impacto ambiental, dadas as enormes emissões de poluentes ligadas ao setor. Além disso, o cenário nacional apresenta significativas falhas de eficiência.

“No Estado de São Paulo, são 30 mil unidades consumidoras ligadas à gestão estadual nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Entre elas, temos 5 mil escolas públicas, hospitais e presídios”, exemplifica. São essas instalações com diferentes características que o CPTEn pretende estudar, buscando reduzir o desperdício.

O Brasil oferece acesso universal à energia elétrica, hoje disponível para mais de 99% da população. Mas é possível melhorá-lo. “Uma parcela dos consumidores tem acesso precário a ela, principalmente na Região Amazônica. Um dos temas que pretendemos abordar no CPTEn são soluções baseadas em energias renováveis para essas comunidades isoladas”, explica o coordenador.

O planejamento engloba também a formação de profissionais e usuários. “Um problema que atacaremos está na área de educação e capacitação, a chamada “reeducação energética”. As pessoas precisam reaprender a conviver com a energia, pois o desperdício contribui para a situação insustentável que vivemos”, explica. Isso é necessário, pois a transição energética traz muitas mudanças nas tecnologias associadas à produção, uso e gestão da energia elétrica. 

foto mostra locais da unicamp com placas de energia fotovoltaica
Iniciativas implementadas na Unicamp atuam em direção à transição energética. No campus de Barão Geraldo, painéis de energia fotovoltaica geram 534 kWp de energia (fotos: divulgação)

Outra questão a ser aprofundada no CPTEn é a contratação de energia. “Esperamos atuar para que os agentes públicos, grandes consumidores de energia, possam migrar para o mercado livre e assim comprar uma energia mais barata, diminuindo os custos dos serviços prestados pelo Estado, o que terá efeitos nos custos arcados pela sociedade”, esclarece. Conforme o pesquisador, essa ação visa a atingir cerca de 30 mil unidades consumidoras somente no Estado de São Paulo, podendo beneficiar também agentes públicos espalhados por todo o país. Organizado em dois grupos, o mercado de energia brasileiro é formado pelo Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e o Ambiente de Contratação Livre (ACL). No ACL, existe concorrência entre os fornecedores para atender aos grandes clientes. A Unicamp, por exemplo, compra energia do ACL há quase duas décadas, economizando anualmente cerca de 10 milhões de reais. Nesse ambiente, a energia é mais barata, uma vez que os contratos são de longo prazo e há concorrência entre fornecedores. Com isso, alcança-se uma redução de 20% a 30%, comparado ao preço do ACR. Entretanto, a Unicamp é a única universidade pública inserida nessa negociação.

Acesso à informação 

Outra inovação que o Centro Paulista de Transição Energética (CPTEn) propõe é o Plano de Comunicação (PaCom), estimulando uma mudança cultural para o fomento da sustentabilidade. De acordo com Barbara Teruel, professora da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) e coordenadora de comunicação do CPTEn, o acesso à informação científica é indispensável para a participação das pessoas nas tomadas de decisões de uma sociedade. Uma das principais atividades dessa estratégia é a produção de conteúdos sobre as pesquisas em desenvolvimento para público amplo e especializado.
 
“A meta é possibilitar que as realizações do Centro estejam acessíveis e façam sentido aos diversos públicos, contribuindo não apenas para o desenvolvimento dos diferentes projetos, mas também com uma mudança cultural que fomente a inovação e a sustentabilidade”, pondera a coordenadora. Além disso, o PaCom contribuirá para a formação de comunicadores e divulgadores de Ciência.

foto mostra ônibus elétrico que circula pela unicamp
Ônibus elétrico compõe a frota de circulares internos do campus. Um dos objetivos do Centro é fomentar uma mudança cultural na sociedade (foto: divulgação)  

Parcerias

O CPTEn conta com uma série de parceiros. Entre as universidades brasileiras, estão: Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo — campus Avançado São Paulo, Universidade Presbiteriana Mackenzie, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” — campi Sorocaba e São João da Boa Vista, Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Goiás e Centro de Tecnologia de Informação Renato Archer. Dentre as estrangeiras, a Lappeenranta-Lahti University of Technology e a Delft University of Technology (TUDELFT), dos Países Baixos.  As empresas Companhia Paulista de Força e Luz, Companhia Piratininga de Força e Luz, Companhia Jaguari de Energia, RGE Sul Distribuidora de Energia S.A, Empresas Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras) e a Radaz Indústria e Comércio de Produtos Eletrônicos Ltda, bem como a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo também apoiam o Centro. 

Hugo Figueroa, professor da Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação (FEEC) e coordenador de parcerias do CPTEn destaca a importância das parcerias para a proposta. “A interação com essas instituições-parceiras permitiu a elaboração de um plano de trabalho com alto grau de originalidade, harmonioso, coerente e de altíssimo nível científico e de inovação, alinhado com a realidade do mercado e visando soluções efetivas para os problemas urgentes da sociedade paulista na questão da transição energética.”

Essas empresas mantêm um histórico de colaboração com os vários grupos de pesquisa da Unicamp que compõem a equipe do CPTEn. O objetivo é consolidar as atuais parcerias e ampliá-las, promovendo a conexão desse ecossistema com a academia e a indústria.

Formação

Mais de 165 pessoas estiveram envolvidas no desenvolvimento do Centro Paulista de Transição Energética (CPTEn). Dulcineia Cruz, graduanda da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp, é bolsista no Campus Sustentável e participou da elaboração do Centro. Ela ressalta a importância desse percurso e o quanto tem aprendido sobre energias renováveis e eficiência energética. 

“Foi algo incrível participar do CPTEn desde seus primeiros passos. Como estudante da graduação, trabalhar ao lado de pessoas engajadas com a transição energética tem sido bastante motivador. A dedicação da equipe foi enorme”, finaliza.

Autor

Inácio de Paula – Campus Sustentável

Fotos

Divulgação

Fórum Permanente Especial: Desafios da Sustentabilidade, será realizado entre de 4 à 7 de junho de 2022

O alcance de uma sociedade sustentável está entre os maiores desafios do nosso século. Sensível a este tema, a UNICAMP reafirma o seu compromisso institucional inequívoco com a sustentabilidade.

Levando-se em consideração que o ano de 2022 marca os 50 anos da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo em junho de 1972, bem como os 30 anos da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio 92), a UNICAMP realizará uma edição especial do seu programa Fórum Permanente, de 4 à 7 de junho de 2022, denominado “Desafios da Sustentabilidade”, para resgatar a importância destas datas, bem como lançar o Observatório da Sustentabilidade UNICAMP.

Inspirado pelos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas), o Fórum terá 21 mesas para debater os desafios do alcance da sustentabilidade com a participação de especialistas nestes temas . O evento contará, ainda, com oficinas educativas, atividades culturais, vídeo-banners  estandes com apresentação de práticas sustentáveis na UNICAMP.

Programação Completa:

Detalhes do evento

Período do evento: 04/06/2022 a 07/06/2022
Período de inscrição: 23/05/2022 a 05/06/2022

Vagas: 840

Evento: GRATUITO
A participação presencial dá direito a certificado.

OBS: Será obrigatório a apresentação de comprovantes de vacinação COVID-19 e uso de máscaras. 

Locais: IMECC, Museu Exploratório de Ciências, Casa da Lago e Auditórios do Centro de Convenções da UNICAMP.

Organizadores:

Fernando Antonio Santos Coelho | ProEC / UNICAMP.
Marcelo Cunha | GR /UNICAMP. 
Roberto Donato da Silva Júnior | GR / UNICAMP.

Comissão Organizadora Científica

Edson Tomaz – FEQ
Leila da Costa Ferreira – IFCH
Leonardo Tomazeli Duarte – FCA
Luís Renato Vedovato – FCA
Vanessa Gomes da Silva – FECFAU
Rubens Bedrikow – FCM
Thalita Dalbelo – DEPI
Wagner de Melo Romão – IFCH
Wesley Rodrigues Silva – IB
Zigomar Menezes de Souza – FEAGRI

Realização e Organização: Gabinete do Reitor | GR – Pró-Reitoria de Extensão e Cultura / ProEC.

audiodescrição: fotografia colorida da coordenadora de sustentabilidade da Unicamp, Thalita Dalbelo
Coordenadora de Sustentabilidade da DEPI-UNICAMP, Thalita Dalbelo, participa da organização do evento. (foto: Antonio Scarpinetti)

PROGRAMAÇÃO

04/06 (sábado)

9h às 17h30 – Oficinas Educativas – Desafios da Sustentabilidade (Clique aqui para programação das oficinas)
Abertas ao público com idade e formação acadêmica variadas. A participação dá direito a Declaração e carga horária.

Local: IMECC e Museu Exploratório de Ciências | UNICAMP.


05/06 (Domingo)

10h às 13h – Atividades Culturais “Domingo no Lago” – Desafios da Sustentabilidade

10h – Peça teatral “A viagem de um canudinho”.

11h – Toré com indígenas da etnia Kariri-Xocó, de Alagoas.

12h – Filme: “Fora de onde?” com a presença da atriz e doutoranda da UNICAMP, Pamella Villanova.

Local: Espaço Multiuso Casa do Lago UNICAMP.

15h – CREDENCIAMENTO

Centro de Convenções da UNICAMP.

16h – Cerimonial Oficial de Abertura – Autoridades.

Apresentação do Coral “Zíper na Boca”, Maestrina Vivian Nogueira.

Lançamento do Observatório da Sustentabilidade da UNICAMP.

Local: Auditório 3 | Centro de Convenções da UNICAMP.

16h30 às 18h – Mesa Inaugural – Sustentabilidade e Governança.

Mediadora: Lilian de Souza |Jornalista e Apresentadora.

Debatedor 1: Roberto Pereira Guimarães | FGV / RJ.

Debatedora 2: Thelma Krug | IPCC.

Debatedora 3: Izabella Teixeira |ONU. 

18h às 21h – Atividade Sociocultural Casa do Lago UNICAMP.


06/06 (segunda-feira)

8h – CREDENCIAMENTO

8h30 às 10h – ODS 01 – Erradicação da pobreza: acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

Local: Auditorio 3

Mediadora: Rachel Meneguello | PRPG.

Debatedor 1: Prefeitura de Piracicaba. (a confirmar)

Debatedores 2: Vandecleya Mouro | Secretária de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos e Gustavo di Tella Ferreira / Secretário Municipal de Trabalho e Renda /Prefeitura de Campinas.

Debatedor 3: Mario Botion | Prefeito de Limeira.

10h às 10h30 – Coffee Break | vídeo-banners e estande

Local: Ginásio Multidiciplinar da UNICAMP | GMU.

10h30 às 12h – ODS 02 – Fome zero e agricultura sustentável: acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.

Local: Auditório 1

Mediador: Vanilde Esquerdo | FEAGRI / UNICAMP.

Debatedor 1: Zigomar Menezes de Souza | FEAGRI / UNICAMP.

Debatedor 2: Antonio Márcio Buianain| IE / UNICAMP.

Debatedora 3: Lucia da Costa Ferreira | IFCH/UNICAMP.

10h30 às 12h – ODS 07 – Energia limpa e desenvolvimento sustentável.

Local: Auditório 2

Mediador: Marcelo Pereira da Cunha | IE /UNICAMP.

Debatedor 1: Luiz Augusto Horta Nogueira | UNIFEI.

Debatedor 2: Marco Aurélio Pinheiro Lima | IFGW / UNICAMP.

Debatedor 3: Gonçalo Amarante Guimarães Pereira | IB /UNICAMP.

10h30 às 12h – ODS 03 – Saúde e bem-estar: assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.

Local: Auditório 3

Mediadora: Julicristie Machado de Oliveira | FCA / UNICAMP.

Debatedor 1: Paulo Saldiva | FM / USP.

Debatedora 2: Silvia Santiago DeDH | FCM / UNICAMP. 

Debatedor 3. (a confirmar).

13h30 CREDENCIAMENTO

14h às 15h30 – ODS 04 – Educação de qualidade: assegurar a educação inclusiva, e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.

Local: Auditório 3

Mediador : Sandro Tonso | FT / UNICAMP.

Debatedora 1: Débora Cristina Jeffrey | FE / UNICAMP.

Debatedor 2: Marcos Sorrentino | UFBA.

Debatedora 3: Maria do Rosário Longo Mortatti | FFC / UNESP.

14h às 15h30 – ODS 05 – Igualdade de gênero: alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

Local: Auditório 1

Mediadora: Anna Christina Bentes | IEL / UNICAMP.

Debatedora 1: Sônia Regina da Cal Seixas | IFCH/NEPAM / UNICAMP.

Debatedora 2: Paula Franco Moreira | Hivos.

Debatedora 3: Ana Maria Fonseca de Almeida | FE/ UNICAMP.

14h às 15h30 – ODS 06 – Água limpa e saneamento: garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos.

Local: Auditório 2.

Mediador: Roberto Luiz do Carmo | IFCH / UNICAMP.

Debatedor 1: Manuelito Pereira Magalhães Júnior | Presidente da SANASA.

Debatedora 2: Ana Elisa Abreu | IG / UNICAMP.

Debatedor 3: Marina/Ilha/FECFAU (a confirmar).

15h30 às 16h – Coffee Break / vídeo-banners e estande

Local: Ginásio Multidiciplinar da UNICAMP | GMU.

16h às 17h30 – ODS 07 – Energia limpa e acessível: garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos.

Local: Auditório 3

Mediadora: Bruna de Souza Moraes | NIPE/UNICAMP. 

Debatedor 1: Luiz Carlos Pereira da Silva | FEEC / UNICAMP.

Debatedor 2: Arnaldo Cesar Walter | FEM / UNICAMP.

Debatedor 3: Célio Bermann |IEE/USP. (a confirmar).

16h às 17h30 – ODS 09 – Indústria, inovação e infraestrutura: construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável,  e fomentar a inovação.

Local: Auditório 2

Mediador: Newton Frateschi | Prefeitura de Campinas.

Debatedora 1: Ana Frattini | Inova/UNICAMP.

Debatedor 2: Fernando Galembeck | IQ/UNICAMP. 

Debatedor 3: Bruno Moreira |Inventta.

16h às 17h30 – ODS 10 – Redução das desigualdades: reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles.

Local: Auditório 1

Mediador: Wagner Romão | IFCH / UNICAMP.

Debatedor 1: Rubens Bedrikow | FCM / UNICAMP.

Debatedor 2: Elizeu Soares Lopes | Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo.

Debatedor 3: (a confirmar).


07/06 (terça-feira)

8h CREDENCIAMENTO

8h30 às 10h – ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis: tornar as cidades e os assentamentos humanos e inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

Local: Auditório: 2

Mediador: Álvaro de Oliveira Dantona | FCA/UNICAMP.

Debatedora 1: Vanessa Gomes da Silva | FECFAU/UNICAMP.

Debatedor 2: Mariano Laplane | IE / UNICAMP.

Debatedora 3: Sarah Habersack | GIZ Brazil.

8h30 às 10h – ODS 12 – Consumo e produção responsáveis: assegurar padrões de consumo sustentáveis.

Local: Auditório 1

Mediadora : Emilia Wanda Rutkowski | FECFAU / UNICAMP. 

Debatedora 1: Maria Teresa Pedrosa Silva Clerici | FEA / UNICAMP.

Debatedor 2: Ademar Romeiro | IE / UNICAMP.

Debatedora 3: Fátima Portilho | UFRRJ.

8h30 às 10h – ODS 13 – Ação contra a mudança global do clima: tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos.

Local : Auditório: 3

Mediador: Jurandir Zullo Junior | CEPAGRI / UNICAMP.

Debatedora 1: Leila da Costa Ferreira | IFCH/ UNICAMP.

Debatedor 2: Paulo Artaxo | USP. 

Debatedora 3: Flávia Bellaguarda de Castro Chuery | LACLIMA.

10h às 10h30 – Coffee Break | vídeo-banners e estande

Local: Ginásio Multidiciplinar da UNICAMP | GMU.

10h30 às 12h – ODS 08 – Trabalho decente e crescimento econômico promover o crescimento sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos.

Local: Auditório 3

Mediadora: Sandra Gemma | FCA/UNICAMP.

Debatedor 1: Silvio Beltramelli | PUC-Campinas / Ministério Público.

Debatedor 2: Ricardo Luiz Coltro Antunes | IFCH/UNICAMP. 

Debatedora 3: Helena Francisco da Silva | Cooperativa Acácia. 

10h30 às 12h – ODS 14 – Vida na água: conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares, e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

Local: Auditório 1

Mediadora: Cristiana Seixas | Nepam/ UNICAMP.

Debatedor 1: Alexander Turra | IO-USP.

Debatedora 2: Carina Costa de Oliveira/FD-UnB.

Debatedor 3: Martin Dias | Oceana.

10h30 às 12h – ODS 15 – Vida terrestre: proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda da biodiversidade.

Local: Auditório 2

Mediador : Roberto Donato da Silva Junior | FCA/UNICAMP.

Debatedora 1: Simone Vieira | NEPAM / UNICAMP.

Debatedor 2: Wesley Rodrigues | IB / UNICAMP.

Debatedor 3: Alexandre Martensen |UFSCar. 

13h30 CREDENCIAMENTO

14h às 15h30 – ODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes: promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimeto sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

Local: Auditório 3

Mediadora: Neri de Barros Almeida | IFCH / UNICAMP. 

Debatedora 1: Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis |FE / UNICAMP.

Debatedor 2: Luis Renato Vedovato | FCA / UNICAMP.

Debatedor 3: Ademir José da Silva |OAB-Campinas.

14h às 15h30 – ODS 17 – Parcerias e meios de implementação: fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Local: Auditório 1

Mediador: Paulo Sérgio Fracalanza | IE/UNICAMP.

Debatedor 1: Arlindo Philippi | USP.

Debatedor 2: Eduardo Viola | UnB.

Debatedor 3: Renzo Taddei |UNIFESP.

14h às 15h30 – Política Nacional do Meio ambiente: Legislação, Controle e Fiscalização.

Local: Auditório 2

Mediadora: Regina Clelia da Costa Mesquita Micaroni | DEPI/ GEARE /UNICAMP.

Debatedor 1: Edson Geraldo de Souza |Delegado da PF Campinas.

Debatedor 2: Marcelo Ryu | Coronel da BDAINFBL Campinas. 

Debatedora 3: Celina Rubiano da Silva | CETESB.

15h30 às 16h – Coffee Break | vídeo-banners e estande

Local: Ginásio Multidiciplinar da UNICAMP | GMU.

16h às 17h30 – Mesa de Encerramento: Ciência e Sociedade em diálogo pela sustentabilidade.

Local: Auditório 3

Mediador: Fernando Antonio Santos Coelho | ProEC/UNICAMP.

Debatedora 1: Maria Teresa Egler Mantoan | FE/UNICAMP.

Debatedor 2: Carlos Henrique Brito Cruz | UNICAMP/Elsevier.

Debatedor 3: Sergio Besserman Vianna | Puc-Rio.

17h30 – Encerramento

Para acessar a notícia original de divulgação do evento, acesse:
https://www.proec.unicamp.br/eventos/forum-permanente-especial-desafios-da-sustentabilidade-1